Cálices alvos dispostos na Mesa..Mesa ébano de banquete...
Líquidos de sentir penosamente degustados..
Visto a face de Hedonista
E mais uma vez encontro o agonizante momento de "Beber"
Bebo de tudo e todos..
Numa ânsia incessante..
Sou deguste e também banquete..
Sou também cálice rompido...agora servido..
Visto a Máscara de Sade
Percorro pelas curvas e faces..
Tudo toco...
Não há nada que tome meu cerne..
São fumaças esparsas que o vento logo carrega..
Não há um só cálice onde reine a Paz que anseio..
Em todos há o sabor travente do Perdão ofertado..
Escarro a óstia..não ei de ser cultivador de Erros alheios..
Semeador de quimeras estagnadas..
Cálices de sentir acomodadas nas estantes da Vida..
De tudo provo..
De tudo bebo..
E tudo assim me desencanta
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