terça-feira, 30 de dezembro de 2008


Minha Mesa de Oferendas..
Ceia do Universo de causas que me chegam...

Em cada canto uma parte de mim ofertada..
Formas..Falas..
Fixos fragmetos que espiralizam em fumaça Fria...

De todo o Banquete..
Doi-me mais ter que ofertar o Trago...

Amado trago que logo aprendi a Modelar..
Armada forma de proter-me...
Arquitetura da Máscara que não trago em Face...

Sendo eu um Descrente..
Por que ofertar o Instrumento em prol do Sonho ?

Sou mesmo um Descrente ?

Deixo na mesa de Sacrifício..
O artefato ganhado..

Seria o mesmo teste proposto ao meu Re-flexo ?
Sou eu mesmo Ser a ser testado num outro lado do Prisma ?

Troco o trago pela ausência do Fardo..
Deixo em mesa as armas-duras..

Parto para a luta com peito infante..aberto..
Fina película de Esperança que me alimenta..

Sopro da vida que estudo a cada manha..
Som do Ducto que levo em mãos..

Transcendência das Chaves dos mistérios que teimo em revelar em Mim...

Sou mesmo um Descrente ?

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