Firme e resoluto..
Mas ao ve-lo...
Não consigo ver as linhas por mim traçadas..
Vejo sim..
Espirais que o Tempo traz..
Surpresas que o Universo me propõe...
O Universo pede-me um Sacrifício...
E o que oferto se não meus Instrumentos ?
O trago..a arco..as cordas...
Toda a estabilidade se dissolve..
Tudo volta a ser início..
Tudo volta a ser Prelude...
Testando o meu Desapego..
Oferto tudo o que me apraz..
Sarcasticamente agora preciso..
Daquilo que outrora mais sacrificava...
Ei ainda de ter Fôlego para lutar ?
Poderei ter ainda o Sopro Certeiro ?
O Universo leva meu objeto de profânia..
Propõe-me um outro modo de Sopro..
Ei de entender do sentido da Pressão...
Ter nos pulmões e no kore o ar pesado da Vida..
Ei de saber liberar em fio firme...
A cadência certa para Musicar-me...
Ei de ser discípulo da Paciência...
Um novo Instrumento do Universo

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