Corpos delineados dançando o compasso belo da Vida..
Volúpias..Instintos..Amores..Crenças..
Todas as nuances cintilam freneticamente..
Todos os ciclos repentem-se incessantemente..
Tudo me causa uma repulsa instantânea..
Move-se nos olhos meus, uma cinzenta nuvem..
Fluidifica o universo de coisas que me cabem..habitam-me..
Apatia..Descrença..Des...
Brilha igneamente a chama do meu trago..
Em mim a única coisa presente em tom Vermelho..
Todo resto cede a um oceano neblinoso de um luto sem sentido..
Passo os olhos pelo meu passado..
E assim vejo tantos rostos..
Tantas formas de tentativas..tantas faces risonhas..tantas juras..
A que se assemelham ?
São todas hoje, menos que a Cinza que agora cai em chão..
Fragmentos de um fumo barato que serviu-me de um razoável deguste..
Ervas daninhas mascaradas de Jasmins...
Cerro os olhos no Presente...
E assim observo minha mente criativa criar novas Quimeras sobre o Sentir..
Sobre os outros...
E novamente indago..
De que me valem ?
Foco-me em dessecar toda forma de ilusão que o tempo venha a Plantar..
Nada valem..
Em nada me surpreendem..
Joquetes que não mais me quimerizam..
Olhos e lábios que não mais me enlassam..
Assim como num toque,estimulo a queda das Cinzas no meu trago..
Faço-o com as formas doentias de "sentir" que vejo ofertarem-me..
Valem tanto quanto o pó carbonizado que agora cai..
Valem tanto quanto a transitoriedade do êxtase que o trago me propõe..
Valem tanto quanto um cigarro barato...
Cerro os olhos no Futuro..
E a esse, concedo um expugar Descrente..
Um sopro lento de alguém que não mais espera..
Um suspiro tedioso de alguém livre de Crenças..
O meu Sopro...

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