quinta-feira, 13 de novembro de 2008


Enquanto preparo-me para mais um sacro-ofício de Tragar..
Visualizo-me sendo fumo..ponto a ser queimado..quiçá transcendido..

Ao acender o fornilho..trago em mente a incineração de meus Pensamentos..
Quero ver em tom sempre cinza de quietude, minha mente Inquieta..

Suspiro lentamente, e assim exercito a habilidade de Sentir-me Vivo..
Sem pressa deixo que minha presença percorra todos meus Corpos..

Que cada foco de fumaça incense minhas partes com a fagulha de Cósmo que trago em mim..

Por um instante deixo o olhar de lado...
Passo agora a ver com o Sentir..sentir mais do que nunca focado no meu Eu..

Livre dos laços, e das ambições de ver-me assim laçado..
Consigo deixar de ter um suspiro lasso..

Consigo conviver com minhas ambiguidades sem Conflitar-me
Sou o oscilar da Vida..

Deixo que a fumaça flua instintivamente...meu agir em sopro deturpa todo sentido do Ato..
Sou hospedeiro da mescla de Caos e Ordem que ronda o mundo..

Entre um trago e outro..descubro em insight expresso...
Que a Paz, também é bem vinda ao meu recinto..

E assim não conhecendo sua face..
Deixo as portas abertas, para ter a certeza de que ela chegará..

Contenho minha Densidade tragando sopros leves..
Assim escapo de mais uma implosão..assim prolongo outra Estação..

Fecho os olhos..
Sou mais uma vez, Face risonha a ocultar..

Arquétipo da Calma..
A Alvura de uma manhã neblinosa..
A Transitoriedade de uma Vida..

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