segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Inicio o trago..
Enquanto restam partes de luminosas em minha face..
Deixo a fumaça tornar o ofuscar completo..
Invoco a cortina densa que me cobre..
Entre as espirais do próprio limbo..observo o resto de minha face Crente..
O resto de humanidade que pouco a pouco se esvai..
Observo-me em intermédio..metamorfose ainda incompleta que acelera-se com o Conviver..
A luze dos sonhos, que cintilam nos olhos brandos..
Pouco a pouco é tomada..absorvida pela matéria densa que me envolve..passa a me habitar..
Fruto da Descrença..resultado da Ingratidão..Des-respeito..
Enquanto caminho entre meus labirintos..
Sinto na alma, a presença da Solidão a seguir meus passos..
Uma ausência de confrades Vivos..sensíveis ao viver..
Nesse jardim mórbido e sepulcral..o vento revela em sopros leves, a face imunda dos Demais..
A fumaça, desenha em forma surreal, a Angústia que habita no Sentir..
Meus olhos..ocultam-se nos véus que me cobrem..
Desvelar-me foi um Erro!..
Mesmo a dor da solitude, é menor se comparada a da Ingraditão..
Mesmo o corte do repetitivo gozo solitário..é menos intenso do que o Desrespeito alheio..
Assim..banho-me de sombras..
Livro-me de tudo que é podre..Nego tudo aquilo que por sí é Sujo..Falso..Imundo..
Prefiro o sopro cancerígeno do Trago..ao toque impuro alheio..
Enquanto contemplo as náuseas do Denso tragar..
Torno a Dor, minha sacerdotisa..
O olhar fixo..meu oráculo..
Sopro então toda a ausência de arroubo..
Liberto toda força contida..no negro Sentir..
Saúdo o retorno..
Todo véu agora é mais que transcendente..
Faz-se necessário..indulgente..soturno..
Ás Faces
Nego !
Nego!
Nego!

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