domingo, 9 de novembro de 2008

Sento-me numa Tarde lenta...
Dessa vez não sou agente do Trago...
Observo apenas o queimar lento e inevitável dos Pontos que me incensavam..
Enquanto silencio minha vozes coléricas..
Enquanto tomo uma dose de nostalgia..
Enquanto sonambulo entre minhas Confusões...
Vejo cada pilar ser levado lentamente...
Planos do passado, que agora são tragados pelo Destino...
Palavras..Prantos..Profecias..Promessas..
Tudo cede ao tom cinzento que agora se acumula..
Queima lentamente a Esperança que alimentava em chama viva..
Sou tomado por uma anestesia Espirito-Emocional..
Das canções trago apenas a certeza da Falência dos Sonhos..
E assim ratifico a minha descrença nos sonhos...
Esse são feitos de finos fios de invenções mentais..
Creio nos atos...
Esses assim como as brasas que agora me tocam..
Deixam na pele a certeza de uma Passagem..
Sonhos são apenas sonhos..
Tão volúveis e surreias como o dito poema que existe no Silêncio..
Meus hormônios não reconhecem afetos Surreais..Projetivos..
Enquanto observo o queimar dos meus Pilares..
Vejo que o aroma exalado da queima sepulcral..
É o mesmo que sempre acompanhou-me em todos os Laços..
Se fosse eu um místico..
Diria que tudo não passou de uma valsa de Maya..
Se fosse eu um romântico..
Versaria em variadas formas o traço da Dor..
Sendo eu um Descrente..
Deixo apenas tudo queimar...
O início já nasceu foi póstumo..
Já não há o que mover...
Tudo cede a Decadência..
Rastros de Inverdades mascaradas
Que o Tempo não carrega com o Vento..



Diácomo Nihil

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