Meu ritmo esteja pouco a pouco se esvaecendo...
Esse paradoxo em que me encontro já me toma não só as tardes de Reflexão..
Meu peito chia..
Não é qualquer chaga pulmonar que me atinge..
É o ecoante sibilar da fumaça nos Ductos que trago em mim..
Quando pinto meu sonhos em Tela
Já não vejo a vivacidade que outrora existia..
Tudo parece esmaecer numa Descrença sublime..Monocromática
Como a fumaça do cachimbo...
Que lentamente.. sem nenhum esforço escapa pelas vias das boca..
Como os restos de amores que agora são cinzas sopradas..
Dia após dia envolvo-me com artefato de madeira que carrego..
Noite após noite permaneço no mesmo canto em indagação silenciosa às Estrelas..
Elevo minha inconsciência com o ascender da Fumaça..
E quanto mais pito, em quietude sepulcral..
Mais distancio-me...mais me velo..mais me torno
Inacessível..
Quando cerro os olhos..e trago..
Já não mais consigo visualizar a certeza de minhas Quimeras..
Todo foco, parece concentrar-se no vazio que me preenche..
Vejo a densa cortina se formar...
Vejo as negras manchas em minha face..
Em transe momentâneo sou a própria surrealidade da fumaça que agora se dissipa..
Diácomo Nihil

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