terça-feira, 25 de novembro de 2008

Maleime baba...
Maleime...
Deixa-me deitar sobre o chão terroso que te pertence..
Maleime..baba mi..
Eu que Sou Três rendo-me sobre os teus pés..
Entrego minhas armas..minhas garras e tragos..
Quero em mim apenas a alvura do Arroubo que também sou !...
Maleime baba..maleime...
Deixa-me repousar na quietude do teu Amor..
Não quero mais lutar contra aqueles que amo..
Não contra eles baba mi...
Maleime baba mi..
Maleime...
Toma minha fronte..
Deixa-a sangrar...
Para que assim escorra todos os meus pensamentos...
Deixa-me ter o Axé de tua Paz !
Baba mi...
Baba mi...
Maleime...
Sou também grão pequeno..
Sou também fagulha do Todo/Nada...
Tira minha armas...
E entrega-me a tua Paciência..
Tira-me as máscaras e cede-me a Torelância..
Baba mi...
Maleime...
Quero o repouso do meu kore..
Esse não mais guenta sangrar...

Quisera eu o devido Ajuste...
Tivera eu o desejo de te-lo..e várias vezes cedi para tanto..
E tantas vezes retornei em Pranto..
Baba mi..
Maleime..Maleime..Maleime..
Cedo a alvura tua..
E em mim não há nada além de Amor...
Sabes tu
Que por baixo de toda vestimenta soturna..
Queima ainda que bruxeleante a chama do Sentir..
Baba mi...
Eu que Sou Três..
Sou agora mais do que nunca Instrumento de Ti..
Tocador tocado por tuas Vozes..
Nas tantas canções que louvam os teus Nomes..
Baba mi...
Maleime..

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